Sinta-se beijado(a)

A língua é o único músculo que diz a que veio. Eu falo o que penso, eu conto o que vejo, eu compartilho o que gosto, eu exponho meu modo eu me mostro. É um espaço meu, seu, é universal assim como o Beijo! Fique a vontade e divirta-se!

14 de out de 2008

É genético!


Começo esse texto falando da pessoa mais velha ainda viva na minha família, Labibe Bártholo. Ela assistiu a solenidade de instalação do município de Porto Velho – Rondônia, em janeiro de 1915, trabalhou como atriz e cantora no primeiro cinema “Cine Fenix”, cantou, dançou e encenou peças teatrais no clube Internacional e foi a primeira moradora do bairro Caiari. Mãe de 5 filhos, avó e bisavó de outros tantos netos e bisnetos. Dona Labibe Bártholo completou 99 anos de vida no dia 13/05/08.

Minha bisavó teve uma trajetória interessante que gostaria de saber um pouco mais, o que sei é que era atriz e bailarina de um grupo de teatro formado por funcionários da extinta ferrovia Madeira-Mamoré, e onde conheceu o palhaço com quem se casou tempos depois.

O primogênito de minha bisavó é meu avô Wálter Bártholo, pai do meu pai Wagner Bártholo. Meu avô sempre foi um boêmio, músicista de grande talento, embalando as noites com seu boleros, tem até um LP prensado, ainda ingressou na carreira política anos mais tarde. Meu pai tem a mesma veia, toca divinamente as cordas de um violão, e segue numa vida boêmia, mas só toca por charme e prazer. A música está realmente inserida em boa parta da minha família. Meu irmão também toca violão super bem, mas é com certa raridade que escuto as notas dele.

Na minha vida a música é de extrema importância, seja cantando, seja tocando nas noitadas acreanas como Dj, do jeito que for a música faz parte do que eu sou.
Na outra árvore genealógica tenho minha mãe que canta muito bem, mas nunca fez disso mais do que cantaroladas em rodas com os amigos, e quando ainda era casada com meu pai. Ela poderia ser uma grande cantora, com a voz e afinação que tem. Tenho um primo que além de cantar, compõe músicas de sua banda, a Casulo, banda de reggae que faz o maior sucesso lá em Manaus.

Essa paixão pela música é bem disseminada na minha família, tanto no lado Bártholo quanto no lado Santos. Um dia eu vou tá na estrada com a música sendo minha companheira!

*Apesar de falar da minha Bisavó paterna nesse texto, dedico as melhores sensações e muita paz, pra minha Bisavó materna Marieta que partiu na manhã de sábado pra perto de Deus!

3 comentários:

Léo Mandoki, Jr. disse...

Lamento mto a partida da sua bisavó materna.
Foi mto gostoso ler sobre esse fio condutor artístico e musical que liga vc e toda a sua família. Família é msm isso. E qnd existe essa ligação genética, misteriosa, a família ganha uma conotação mais divina.
Parabéns por vc ser tão assim, tão família e tão linda.
Só me conta uma coisa: vc puxou de quem essa boca tão maravilhosa e tão perfeita?
beijos...já tinha mta saudade sua viu!

MASA disse...

bisneta da dança, neta da música, filha da cheirosa, amor da minha vida...

marcellus_campelo disse...

Oi Cacau,
Sou Fernanda Bártholo, filha do Joaquim Bartholo (Carola)irmao do tio Valter, seu avô. Realmente temos a veia artistica da vó Labibe, que completou 101 anos cantando e tomando uma cervejinha. Moro em Manaus e tb. gosto de cantar, veja uma de minhas apresentações no Teatro Amazonas.
http://www.youtube.com/watch?v=kXeuf1H4bnk
Beijos!