Sinta-se beijado(a)

A língua é o único músculo que diz a que veio. Eu falo o que penso, eu conto o que vejo, eu compartilho o que gosto, eu exponho meu modo eu me mostro. É um espaço meu, seu, é universal assim como o Beijo! Fique a vontade e divirta-se!

22 de ago de 2011

Amy Forever!

Estava de férias na minha cidade natal e no dia 23 de Julho de 2011 eu acordei umas 5 da tarde, tinha tocado numa festa na noite anterior e bebido todas. Quando levantei havia um bilhete em baixo da porta em um pedaço de guarganapo. Li, reli e não entendi, até que clareou a mente e eu consegui traduzir, estava escrito: "Claudia a Amy foi pra pólvora" na hora saquei que meu cunhado com seu humor ácido havia escrito aquilo e que Amy Winehouse estava morta. Resolvi que ia ignorar aquele fato, ia acordar, comer e depois iria confirmar o bilhete. Crei coragem, liguei a tv no Globo News e lá estava Zeca Camargo e outra jornalista que não lembro o nome falando sobre a morte de Amy. Cai num choro que ainda não cessou.
A partida dessa moça doeu em mim como se fosse alguém muito próximo. Exagero? Não, minha verdade apenas!

Desde que conheci sua música, numa ocasião muito especial até, estava viajando aqui pra Sampa afim de assistir o show da Madonna, e estava num hotel com meu amado amigo Marcos Matos e ele me mostrou vários vídeos da Amy e desde então passou a ser minha cantora favorita. Enquanto o mundo julgava as atitudes da jovem eu nunca nem pensei por esse lado, sempre vi a Amy como uma diva da música, eu nunca escutei Jazz e a partir dela passei a conhecer esse som tão diferente e maravilhoso que ela trouxe pros nossos ouvidos e almas. Chorei, de vez em quando ainda choro, ou minha garganta fecha quando penso nela, choro pelo talento que perdemos, pela vida de uma jovem que se vai, pela dor que ela carregava no peito por amar demais, choro por uma vida. Sempre defendi Amy pela sua arte, pela sua verdade em ser o que se é, e por causa disso até amizades foram pelos ares, que se fodam, sou grata a Amy por me mostrar a verdade das pessoas.

Da minha boca ou das minhas palavras você leitor nunca vai ouvir ou ler algum julgamento meu sobre Amy, ou sobre qualquer pessoa. Cada um faz o que quer da vida, e eu não tenho nada a ver com isso nem você, certo?
Senhorita Amy Winehouse entrou na minha vida pra ficar, com suas letras fodásticas (fodas e fantásticas), eu danço, eu canto, reflito, choro, dou risada, todas as emoções tomam conta quando na caixa de som, no fone de ouvido, na balada tem Amy.

*Em janeiro eu estava lá num dos melhores shows da cantora no Brasil, dei graças a Deus por ter ido e comprovando a lenda que era essa mulher quando abria a boca, que voz perfeita, que banda incrível, sim o show foi perfeito do jeito dela e pronto.

*Comprei todas as revistas com ela na capa e a Billboard Brasil tem um texto maravilhoso: "Você nunca vai fazer 28" quem puder ler, mas aqui um trecho escolhido por mim:
"E agora vocês lamentam pela Amy. Fazem novas conjecturas com os 27. Uma explicação: ela era simplesmente muito talentosa. Você não escolhe o seu playlist? Eu também. E, de quebra, preservei sua voz em Back To Black. Com o tempo, vocês esquecerão a imagem de uma artista em decadência física e se lembrarão apenas de sua grande voz. Por isso ela não fez 28."
Dona Morte arrasou nesse texto!

*Leia a Rooling Stone também.

*Já que não pude ir a Londres fazer uma homenagem (hehe) fiz o que pude aqui pra ela se sentir amada seja lá onde ela estiver. Acendi uma vela no 7º dia, fiz uma festa pra ela, intitulada Tributo a Amy, e hoje lhe escrevo esse texto, 1 mês depois de sua morte.


E tenho dito se você nunca escutou a música dessa artista, então escute, mas livre-se de todo o preconceito e escute a arte que ela trouxe ao mundo, só isso que vale a pena. E você que já conhece, escute da mesma maneira, música boa e de uma verdade tocante.
AMY FOREVER!!!

REST IN PEACE SWEET!


*Escutando sem parar a música "Wake Up Alone" do álbum Back to Black".

14 de ago de 2011

FERNANDA YOUNG SOBRE WINEHOUSE

FERNANDA YOUNG SOBRE WINEHOUSE
*Texto postado por Young em 2008

"Quem não tiver uma Amy Winehouse dentro de si que se apresente. Vai se apresentar para uma platéia vazia, obviamente, pois nessas ninguém está interessado. Mulheres que não admitem a sua dor – aquelas que são perfeitamente esquecíveis – não merecem nenhuma poesia, ou rascunho, ou rápida melodia, pois se recusam a abrir mão do conforto de uma farsa em nome de uma verdadeira vocação: a de sofrer belamente.

O Drummond escreveu que “a dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional”. Um verso bonito, além de sábio, porém tipicamente masculino. Mulheres não sofrem por opção, sofrem por evolução. Nós sofremos porque percebemos coisas que os homens ainda não são capazes. Talvez, um dia.

Não há, portanto, a mulher que não sofra – há a que não se mostra. Já que o sofrimento é, para nós, uma espécie de vestido lindo, antigo e bem adornado; um Paul Poiret. À nossa disposição, no cabide. Então usaremos essa roupa, não tenham a menor dúvida. E algumas de nós o farão em público, deslumbrantemente. Como é o caso da Amy.

Você olha para ela e vê que aquela é sua maior aptidão: existir sob esse manto raro, por vezes sombrio, que a cobre. Não há nada em Amy Winehouse que não seja genuíno, e isso consegue ser gritante em sua música suave enquanto doce em sua aparência rude.
Atraente e repugnante ao mesmo tempo. Linda e digna de pena. Ora, pode haver imagem mais explícita da crucial inconstância feminina? Óbvio que é disgusting vê-la toda borrada, sem um dente, com sapatilhas a lhe denunciar as picadas que dá nos pés. Mas também é maravilhoso vê-la tão pequena, antiga de tão moderna, na medida que só os autênticos conseguem ser, e se equilibrar. Mesmo que essa idéia, a de equilíbrio, não pareça muito adequada à Amy. Para mim, é.

Amy Winehouse é um acontecimento secular, tipo Billie Holliday, Edith Piaf. A gente não tem como exigir higiene, ou conduta, ou senso de preservação, ou auto-estima, dessas mulheres. Seria pedir demais."

"Como dizer para essa moça o que ela talvez devesse ouvir? “Ei, Amy, deixe esse cara pra lá, ele não vale tanto a pena.” “Ei, Amy, faz o seguinte: toma no máximo cinco cervejas quando for ao pub.” “Ei, Amy, fume seu baseado, mas deixe o resto de lado.” Imagina a cara que ela iria te olhar?

Pela Amy Winehouse, sinto essa contradição, acho, parecida com a de todas as mulheres. Eu me identifico com a delinqüente, e a mulherona que cobre o Blake de porrada, mas me preocupo, como uma mãe com uma filha, a ponto de rezar por ela todas as noites. Uma reza sincera, para que Deus a proteja, igual faço pelas minhas meninas.

Amy, olha só: você é tão jovem... E quando fico emocionada tenho essa mania, cafona e burra, de usar reticências... Mas não!... Para a Amy Winehouse, não cabem emocionalidades baratas. A triste junkie que habita em mim não suportaria parecer uma mãezona dócil que faz promessa.
Então, mais uma dose. Por que que a gente é assim?"

"Por que bad boys são “os fodões” e bad girls são “as fodidas”? Por que os bad boys são símbolo de liberdade e as bad girls são presas para servir de símbolo? Por que bad boys são assim por rebeldia e as bad girls são assim por sem-vergonhice?
Aparentemente, o mau comportamento ficou de fora das conquistas feministas. Então que seja esta nossa nova luta: pela igualdade de direito de errar. Direito de fazer o que não se deve. De chegar em paz ao fundo do poço.

Dean Martin, Frank Sinatra, Sammy Davis Jr. e aquele outro, que eu esqueço o nome, bebiam todas, consumiam tudo, comiam qualquer uma – e eram o charmosíssimo “rat pack”.
Britney Spears, Lindsay Lohan, Paris Hilton e aquela outra, que eu também esqueço o nome, bebem uns champanhes a mais, tomam uns analgésicos, dão umas batidinhas de carro – e são as vadias bêbadas e drogadas de Hollywood.

É, o machismo acabou só para as caretas. Para as doidas continua valendo. Acho, inclusive, que as próprias mulheres têm culpa nesse atraso. Notoriamente mais competitivas entre elas, não competem apenas com a colega do lado, mas com todas as mulheres do mundo.

De Marilyn Monroe a Anna Nicole Smith, todas morreram sem uma amiga do lado. Por quê? Porque mulheres não são companheiras na sarjeta. Homens são. Ou seja, encontramo-nos no ponto em que, juntos, chegamos. Não sei se tem alguém torcendo contra a Amy Winehouse, no momento, mas, se tiver, é mulher.

Eu? Eu torço por ela mais do que pela seleção brasileira."

Por Fernanda Young.

*Um texto incrível sobre a maior voz dessa geração, assino em baixo!

8 de ago de 2011

Seguindo...

Há um tempo venho seguindo com muito amor o blog: http://linhadividida.blogspot.com/ e indico pra quem quiser ler histórias de uma VIDA. Ler cada linha de cada postagem desse blog faz bem pra qualquer um que vive, pra quem tem memória, pra quem tem saudade, pra quem ama! LEIA!

"Mas dai, chegou mais alguem...a alegria em forma de sorriso que encheu nossa casa de risadas e descontração. Morou um bom tempo conosco, suas brincadeiras eram hilárias, muito talentosa esta menina! Bons tempos! Beijos."

Nunca será o suficiente o meu agradecimento por tudo que fizeram por mim, pelo acolhimento naquela casa tão linda, aconchegante, tão casa longe de casa! Um dos melhores anos dessa minha vida. Obrigada família! #Referente ao ano em que morei em Florianópolis!

2 de ago de 2011

Fui ali, mas voltei!!!

Fui ali no Acre, viver um pouco daquela vida agora antiga, rever os amigos, a família, comer as coisas que eu mais amo na terra, ver a cidade, conferir as novidades... tudo isso será sempre muito bom, revigorante até! Mas cada vez que volto a minha terra, eu entendo mais sobre a minha vida, e só comprovo o que eu de uma certa forma sempre soube, meu lugar não é lá. Agora não, talvez um dia, talvez nunca... a gente não sabe de nada mesmo então relaxo. Foram 15 dias, senti que passou rápido, mas eu aproveitei cada segundo, em casa, comendo as minhas coisas favoritas, vendo a cidade, abraçando os meus amigos, familiares, curtindo meu pai, meus sobrinhos... um só no colo e que delícia, passei horas só vendo ele dormir, o outro brincamos até dizer chega e até ele não esquecer mais da tia Claudinha. :)



Aos amigos muito a dizer, alguns eu só vi uma única vez, outros fiquei horas curtindo uma noitada ou uma tarde agradável, uma madrugada sem fim, uma manhã... e quantas manhãs intermináveis. Me perdoem os amigos que não vi, mas eu fiz a minha parte, estive 24 horas disponível, todos os dias que estive em casa. E todos que pude abraçar uma única vez valeu a pena, e fica assim, sem dor, sem encheção de saco e sem cobrança. Se você é meu amigo mesmo e a gente não se viu? Então tem alguma coisa errada, se você furou comigo, sei lá eu vou entender, se eu furei com você ah isso não rolou não heheh. Mas esses meus dias também servem pra isso, pra rever as amizades, mas rever dessa forma, se vale ou não a pena.

Algumas pessoas eu tenho certeza que estarão sempre por perto, mesmo longe...

Curti muito, cada dia, peguei um sol, virei peixe de tanto tempo que passei na piscina, pisei na grama, comi fruta do pé, ouvi o silêncio, fiquei quieta, agitei demais, toquei música boa, ruim jamais haha, dei muita risada, chorei, gritei, fiquei calada, ouvi, contei... vivi!



E foi bom pra PORRA, aos amigos e familiares, amo vocês pra sempre!!!

Agora eu estou de volta a realidade, a vida que eu escolhi e querem saber, eu amo demais morar em sampa, que saudade do "meu" apê, eu amo minha vida paulista, pronto falei!!!

*Fiquem com Deus, fui!!!