Sinta-se beijado(a)

A língua é o único músculo que diz a que veio. Eu falo o que penso, eu conto o que vejo, eu compartilho o que gosto, eu exponho meu modo eu me mostro. É um espaço meu, seu, é universal assim como o Beijo! Fique a vontade e divirta-se!

5 de jan de 2015

2014...

Quando virou estávamos na Bahia, eu e meus melhores amigos. Nos abraçamos e desejamos tudo aquilo que vamos sempre desejar: paz, amor, saúde, dinheiro… Virou 2014 e a gente dançou até cansar, o sol chegou e a gente ainda balançava, restos de tinta na cara que logo iriam fazer um bronze esquisito. Virou outro ano. Eu gravava vídeos pra dizer o quanto amava quem ficou longe. Naquela hora gravando aquele vídeo eu simplesmente sentia a felicidade batendo no meu rosto, através do vento e da música que tocava as 5h e pouco da manhã, um mar na frente e um mar de gente que como eu disse; dançava. A música remixada do Snoop Dogg dizia: “Cupido não fode comigo”. Ironia. Ele fudeu bonito. O ano virou. A gente tentou. Voltou. Terminou. Acho que não era amor, era cilada. Já disse a Raça, Negra. Virou. Nada mudou. Chorei demais em 2014. Ri de menos? Já não lembro. Amizade daquelas pra vida toda, esvaiu que nem água no ralo do banheiro. Virou esgoto, fedido. Chorei de saudade do que antes era o meu lugar. Chorei por não ter. Atropelei as histórias. Ouvi um “Te Amo” fora de hora. Quis sumir. Aquele eu te amo que nunca disse, deixei a entender por uma carta, ou era e-mail… já foi. Shake’n pra balançar o mundo colorido daqui. Sucesso. Cusco. Cuzco. Ceviche. Cusqueña aos baldes. Nunca mais romance. 2014 virou. Amizade que se fortalece. Beijo na boca, somos gringas fora do Brasil, olha só? Londres nunca esteve tão perto. Peru. Mala cheia. Coração? Ah que papo mais chato. Se libertar pareceu fácil. Mas a verdade é que fez falta 2014 inteiro. Virou o ano. Vi aquele sopro de luz amorosa chegar perto, era outra cilada. Gente estúpida que caga tudo por onde passa. Os meses se arrastaram até agosto. Esperado agosto. Hora de mostrar a que vim. Work. Work, Work. Mais de 3 meses com uma rotina diária de trabalho, política, discórdia, infelicidade, felicidade, necessidade. 1º turno. Sono. Necessidade de ver gente. Raiva. Humor. Muito humor. Ou a gente ria ou se matava. Giba gênio. Escolhemos rir mais vezes. Germano meu maestro, mestre. Voltamos ainda “piores". Atuei. Como é bom atuar, preciso fazer mais isso. Nos palcos e câmeras. Devia aprender na vida, as vezes é preciso. Não sei. Aniversário. Eba. Amo comemorar. 29. Apenas 1h de feliz aniversário. Virou outra coisa. Destruiu 2014. Merda. O pior aniversário. O pior dia da vida até então. Da minha, da dele, de tanta gente. Egoísta! Eu! Ele! Meu dia. Ele roubou e fez a morte dele. 10 de setembro. Dia dele. E o meu dia? Porra. Levou no salto o meu aniversário. Estragou. Te odiei. Mentira. Te odeio. Outra mentira. Te amo mais que tudo. Nem entendo ainda sua partida. Coisa estranha. Eu tenho sua risada no whatsapp, eu escuto essa merda. Como pode ter morrido? A melhor pessoa do planeta, morreu. Eu também morri. Chorei. 2014 eu chorei. Luto. Dor. Saudade. Trabalho se alongou. 2º turno. Chorei de raiva, queria dormir. Não dormi. Vencemos. Já havia comemorado no 1º turno, deixei pra lá. Dormi. Arrumei a mala. Parti. Belo horizonte, aquele lugar que virou favorito desde que conheci. Pão de queijo. Nina. Amor demais. Bento. Amor demais. Abreu Amor. Tão estranho esse lugar, me sinto em casa. O cheiro é o melhor do mundo. Brinquei tanto com minha bailarina. Ela nem sabe o quanto eu a amo. Cau. Lá eu sou Cau. Whady carinho. Tô em casa. Tem Stela na geladeira porque eu gosto. Tem coca-cola. E doce de leite. Esse vai pra mala, abro no Acre. Amo. Aqui eu sou minha melhor versão. Obrigada. Brasília. Que saudade. Tanto amor que não via. Vi todos. Ouvi todos. Adoro a capital. Meu primeiro stand-up, ninguém riu, só eu, eu e o lago Paranoá. Gael, careta mais linda. Povo de Belém amo. E do Amapá e do Acre hehehe. Amo. Sem ciúme Dani. Partiu Maranhão. Camarão. Cervejão. Amorzão. Maytê meu tudo. Mayra minha cumadi/irmã. Aurora a branquela, novo membro. Paulo, querido. São Luis, eu gostei. Tostei. Só amor aqui, cerveja todo dia e hora, pra quê melhor? Som. Povo feio, não curti. Bonito só nozes. Minha afilhada é tudo, a perfeição. Me ama tanto. Sou a melhor madrinha do mundo eu acho hahaha. Felicidade em família. Foi lindo. Agora casa, São Paulo. Amigos. Os melhores. Ôh povo lindo. Thy, minha metade bagunceira. Meu irmão, que escolhi pra sempre. Devia ter nascido aqui, sou muito de casa nesse concreto. Som. O melhor. Maceo Plex. Dinheiro. Castelo. Bum-Bum-Bum. 2014 quase acabando. Passou rápido, mas arrastou. Kruk me trouxe luz. Fui na casa dele. Não pude tocar a campainha. Não pude pedir pra subir. Só chorei na porta e deixei suas flores lá. Rezei e voltei. Acabou. 2014 acabou. Viajei pra refazer os pedaços quebrados. Tô quebrada por dentro. Ainda me ajeito. Um dia. Espero. Me livrei da corja e dos camarotes cheios de inverdades. E as escolhas? Errei feio, errei rude. Amém. 

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